quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Workshop de dança - inscrições

O Centro Cultural Santo Amaro irá receber no dia 06/12 (quarta-feira), o Workshop de Dança de Ismael Ivo.

Disponibilizamos 30 vagas para a comunidade de Santo Amaro e seu entorno.
O pré-requisito para inscrição é ter no mínimo 14 anos.
O Workshop começará às 9 horas e encerrará às 11h30. Para garantir sua participação é preciso preencher o formulário e estar no local com no mínimo 30 minutos de antecedência no dia do evento. Não permitiremos a entrada após o inicio da aula.
Após o preenchimento aguarde confirmação por e-mail.

As inscrições também podem ser feitas na recepção do Centro Cultural Santo Amaro.

Para mais informações: 5541-7050 ou 5522-8897

Sobre o dançarino:
Ismael Ivo, nascido em São Paulo, trabalhou em muitos países à procura de uma linguagem universal para a dança e toma suas inspirações nas diferenças culturais desses lugares. Nas suas coreografias, por exemplo, ele se alimenta das tradições, como o Candomblé afro-brasileiro, mas também da dança expressiva e do teatro de dança alemães. Hoje ele é diretor do Balé da Cidade de São Paulo.

NOTÍCIA DO ESTADÃO

Moradores denunciam podas e edificações irregulares na zona sul de São Paulo
Clique aqui e leia mais: http://brasil.estadao.com.br/blogs/blitz-estadao/moradores-d
enunciam-podas-e-edificacoes-irregulares-na-zona-sul-de-sp/

Observatório e Mapa da Desigualdade da Primeira Infância serão lançados na próxima 3ªfeira

Plataforma e indicadores que retratam situação das crianças paulistanas serão divulgados pela Rede Nossa São Paulo e Fundação Bernard van Leer em evento público.
Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo
A cidade de São Paulo, os gestores públicos e a sociedade civil, em especial as pessoas e organizações que atuam na área da infância ou se preocupam com o tema, vão ganhar dois novos importantes instrumentos de informação, análise e planejamento.
Na próxima terça-feira (5/12), a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer lançarão o Observatório da Primeira Infância e o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, que retratam a situação das crianças paulistanas de zero a seis anos. 
A divulgação da nova plataforma digital e dos indicadores será realizada em um evento público no auditório do Sesc 24 de Maio, no centro da capital paulista.
Com 130 indicadores, o Observatório da Primeira Infância (OPI) permitirá ao internauta selecionar e comparar até cinco itens que possuam dados por distrito. Por meio dessa interatividade, o interessado poderá saber a situação dos indicadores por ele selecionados em cada um dos 96 distritos da cidade de São Paulo. 
Uma das novidades do OPI é o Banco de Boas Práticas, onde estarão disponíveis experiências exitosas nacionais e internacionais na área da infância. Além de acessar as boas práticas – por Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo do Programa Cidades Sustentáveis ou pelo Urban95 –, o internauta poderá encaminhar sugestões de programas e políticas públicas exitosas para serem incluídas na plataforma.
Alguns indicadores visam chamar a atenção das autoridades e da própria sociedade para a situação das “Crianças Invisíveis”. Ou seja, para as crianças que têm seus direitos básicos violados cotidianamente e não são contemplados por políticas públicas. 
Outro ponto de destaque do Observatório será o espaço virtual “Olhar das Crianças”, onde serão disponibilizadas fotos feitas pelos pequenos e pequenas.  
O Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, por sua vez, visa mostrar as diferenças existentes dentro de uma mesma cidade – no caso, São Paulo – em relação à situação das crianças. 
Utilizando a mesma metodologia do,  Mapa da Desigualdade da Cidade de São Paulo ,o estudo inédito revelará o “desigualtômetro” – a distância entre o melhor e o pior distrito – em cada um dos 28 indicadores vinculados à primeira infância. 
Observatório poderá ser replicado em outras cidades
Para que municípios interessados possam elaborar seus próprios Observatórios da Primeira Infância, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer divulgarão, no mesmo evento, dois guias destinados a facilitar a construção de plataformas semelhantes. 
Observatório da Primeira Infância em 5 Passos – Guia de Multiplicação explicará como implantar a plataforma, considerando os indicadores, o conteúdo, o banco de boas práticas, entre outros pontos.
Já o Observatório da Primeira Infância – Guia Técnico orientará a instalação da plataforma, incluindo como configurar e cuidar da funcionalidade do sistema. 
Serviço: 
Evento: Lançamento do Observatório e do Mapa da Desigualdade da Primeira Infância
Data: próxima terça-feira, dia 5 de dezembro de 2017
Horário: das 9h30 às 12h30
Local: Sesc 24 de Maio
Endereço: Rua 24 de Maio, 109 – perto da Estação República do Metrô 

Presença de árvores reduz casos de câncer de pulmão em idosos

Estudo observou a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em São Paulo
 Por  - Editorias: Ciências Ambientais - Jornal da USP


Pesquisas feitas no exterior já têm mostrado como as árvores urbanas afetam a qualidade do ar. Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, por exemplo, concluiu que prédios cobertos por plantas poderiam diminuir em até 30% a poluição de uma cidade.
Agora a bióloga Bruna Lara de Arantes mostra, em seu mestrado, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em idosos na cidade de São Paulo.
O estudo aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar. Em consequência disso, foi observada também uma redução nos casos de doenças respiratórias.
Para chegar a esse resultado, a pesquisadora cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), através de um convênio firmado com a professora Thaís Mauad e a médica Tiana Lopes.
 “Basicamente nós escolhemos as estações de monitoramento do ar da Cetesb que estavam medindo material particulado em 2010”, explica Bruna. “O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado.”
Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar como o entorno das estações de monitoramento é ocupado. Verificou se havia mais asfalto, construções, árvores ou gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.
Em seguida, Bruna usou programas estatísticos para observar como as mortes por câncer de pulmão em idosos estavam distribuídas pela cidade e se tinham alguma relação com os dados atmosféricos encontrados pela Cetesb.

Mortes pela poluição

“Os dados apontam que a forma como você ocupa o solo na cidade influencia em 17% os casos de morte por câncer de pulmão em idosos”, afirma Bruna. Outros fatores de risco que devem ser considerados são a genética e o estilo de vida dos idosos.
O estudo também encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município. Regiões mais centrais são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores. “Esse padrão já era observado na literatura da área, mas não havia dados quantitativos como os desta pesquisa”, ressalta.

Com os dados, foi possível concluir também que quanto mais afastado do centro da cidade e quanto maior for a quantidade de plantas no local, menos casos de câncer de pulmão são encontrados. “A saúde dessa população é favorecida”, pontua Bruna.
Ainda sim, a pesquisadora lembra que, pelo caráter exploratório da pesquisa, são necessários novos estudos sobre o assunto para afirmações mais concretas.
Segundo uma pesquisa publicada pela revista The Lancet, a poluição do ar foi responsável por mais de 70 mil mortes no Brasil.

Soluções

Além da importância acadêmica, o estudo também é de interesse da gestão pública. “Esses dados nos trazem evidências que, ao aumentar as áreas urbanas de gramados e árvores, há uma diminuição significativa da poluição do ar por material particulado”, defende a pesquisadora.

Segundo o estudo, o aumento de 1% de gramado na cidade é capaz de diminuir 0.45 μg/cm³ de material particulado. Já o aumento de um metro quadrado de copa de árvore reduz 0.29 μg/cm³.
“A ação dos gramados está relacionada à possibilidade de maior circulação do ar, levando em conta que essas partículas são muito leves e facilmente dispersas”, explica. “Já as árvores agem como filtros de captação e absorção.”
A bióloga ainda destaca que regiões com muitas construções verticais ou bosques fechados podem ter pouca ventilação. Nesse caso, é interessante a substituição de prédios inutilizados pela construção de áreas de gramado, como parques, jardins e canteiros.
Mais informações: Bruna Lara de Arantes, e-mail blarantes@usp.br