quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Cândido Malta - para urbanista, prefeito deveria levar tranquilidade às periferias, não tirá-la dos Jardins

28.setembro.2015 | 1:40 entrevista  ao  Estadão                         

Cândido Malta critica “enorme confusão” e  improvisação nos projetos para São Paulo e o empenho de Haddad em “levar a intranquilidade a toda a cidade” com criação de comércio em  zonas residenciais
Arquiteto, urbanista, professor da FAU-USP, presidente de associação de bairro, estudioso de como as grandes capitais do mundo resolvem seus problemas, o paulistano Cândido Malta Campos Filho “respira” São Paulo há mais de seis décadas e olha, desolado, o que chama de “enorme confusão que estão fazendo com a cidade”. Seu exemplo imediato: o atual plano diretor, que tem “uns 200 artigos de política e cerca de 50 sobre zoneamento e nele não se fala de questões de mobilidade urbana, de mananciais, de habitação. E mesmo o zoneamento está todo retalhado em partes”.
Adversário declarado da atual gestão municipal, o professor aponta, nesta entrevista a Gabriel Manzano, o que considera o problema mais urgente de todos: os congestionamentos. “Não há um plano geral a respeito, não há diálogo da Prefeitura com o Estado, que cuida do metrô e da CPTM.” Ele se diz aflito, também, com o descaso na preservação das represas de Billings e Guarapiranga. “Elas são vitais para a cidade, e o que lá se faz, ou se deixa fazer, é um absurdo”.
Malta não é contra faixas de ônibus nem contra ciclovias, mas acha “açodada” a maneira como o espaço público é atacado em nome delas. Discorda do formato “inútil e absurdo” das audiências públicas, onde “é impossível a qualquer cidadão defender uma posição, explicar, propor medidas concretas”. Outra preocupação sua é “o empenho do prefeito Fernando Haddad, na Lei de Zoneamento, em acabar com a tranquilidade da população”. E adverte: “Ao invés de promover barulho e agitação nos bairros calmos, ele deveria preservar esses direitos onde já existem. Levar tranquilidade à periferia, não tirá-la dos Jardins.” A seguir, os principais trechos da entrevista.
O sr. tem criticado a gestão Haddad pelo modo como trata os problemas de São Paulo. O que está errado?
Comecemos do começo. Uma cidade – está na Constituição, de que participei – tem de ter primeiro um planejamento geral: o que é que se quer fazer? De que maneira? Daí nasce um plano diretor. Abaixo dele vêm os planos concretos de como executá-lo em cada área. Um plano de mobilidade urbana, para o transporte. Outro habitacional, para uso do solo, construções. Um de saneamento – no nosso caso, para proteger mananciais, sem os quais São Paulo não terá futuro. Tudo isso de forma integrada.
E não é assim?
O que temos é uma enorme confusão. O plano diretor tem 253 artigos, uns 200 de política geral, cerca de 50 de zoneamento. Nada sobre mobilidade urbana, saneamento, habitação. E mesmo o zoneamento é todo retalhado em partes. É uma área de alto interesse do setor imobiliário, e também sob pressão dos movimentos de moradia, e o que sai disso são acordos casuais. Não há um plano coerente, de longo prazo.
Como poderia ser?
Dou-lhe um exemplo concreto. Mais que uma metrópole industrial, São Paulo é hoje um enorme núcleo de serviços. Por que não planejar e desenvolver um setor de serviços especializados, financeiros, ligados à informática? Isso daria uma direção, num setor essencial, para o qual muita coisa já está pronta. É só um exemplo. Foi assim que nasceu o Vale do Silício, na Califórnia, que virou a capital de informática do planeta. Podíamos ser a capital da informática na América Latina. Mas não é isso que vemos. O plano de mobilidade foi posto de lado. O de habitação, idem – embora você tenha as zonas especiais. Mas elas são medidas pontuais, que não se interrelacionam. Uma política séria deveria começar definindo: qual é o maior, mais urgente problema que temos?
E qual é?
O dos congestionamentos crescentes. Porque eles põem em risco a cidade como produtora de serviços. Porque trazem bilhões em prejuízos, tempo perdido, poluição crescente. E ao definir essa prioridade, criar um diálogo eficiente com o Estado, que controla o metrô, a CPTM. Acredite: não há uma única linha sobre isso no plano diretor. Isso implicaria, é claro, num entendimento político partidário com o governo do Estado…
Na sua lista, o que vem depois dos congestionamentos?
Outro caso é o das enchentes. É um problema de alguns meses, mas não se busca uma solução séria, duradoura. Esta exige uma visão macro, intermunicipal – somos um aglomerado de 37 municípios – que se mescla com a visão micro, que é a tarefa de cada prefeitura. E eu destaco também os desafios da habitação popular e o dos mananciais. É crucial que se preservem adequadamente as represas Billings e Guarapiranga, sem elas não há futuro.
Há hoje uma intensa polêmica sobre o papel dos carros e o modo de racionalizar o trânsito. Como vê a questão?
Primeiro: sou favorável às faixas exclusivas de ônibus. Não há outra saída a não ser priorizar o transporte coletivo. Só que a grande solução, nessa área, está no metrô, não nos ônibus. Os dois têm de atuar em conjunto, mas isso não está acontecendo. Há que se planejar atos de mobilidade urbana com uso do solo.
Por que uso do solo?
Uso do solo é, no caso, política habitacional. Onde se deve, ou não, estimular a construção de casas, prédios, comércio, ou indústria? Que tipo de demanda vai surgir em cada caso? Mais gente morando, circulando? De carro, de trem, ônibus, bicicleta, a pé? O prefeito está fazendo uso do solo sem planejar transporte. Depois tudo fica paralisado e resolver fica mais caro, ou até impossível.
Lá fora isso é feito assim?
Sim. Há modelos matemáticos que simulam situações, projetam soluções. Foram desenvolvidos há 40 anos, em Cambridge, na Inglaterra. Uma vez fiz um planejamento desses – o primeiro do País – no governo Alckmin, com José Serra prefeito. Gastamos oito meses e R$ 2,5 milhões, não é pouco dinheiro. E o que diz Haddad? Que esse cálculo é inútil. No próprio plano diretor atual esse cálculo é exigido! Na gestão da Marta Suplicy, com Jorge Wilheim secretário, entenderam que tinha de fazer, mandaram projeto para a Câmara.
Tornou-se comum, principalmente no caso das ciclovias, comparar as soluções de São Paulo com as de Londres, Amsterdã, Paris, e muita gente diz que essas comparações são inadequadas. O sr. concorda?
Exatamente isso. Numa cidade muito menor, como Amsterdã, com frota muito menor, toda plana, distâncias entre casa e trabalho muito diferentes, o papel da ciclovia é outro. Mas quero dizer que sou favorável ao estímulo da demanda da ciclovia. Em Dublin, na Irlanda, no início usava-se pouco a bicicleta, com o tempo o uso aumentou. Tem de planejar, dar um tempo e desativar o que não funcionou. Agora, acho que está sendo feito de modo muito açodado. E primitivo, com pistas que param subitamente num poste, num muro… E até ridículo, como a ciclovia que mudou de rua para não atrapalhar os imóveis de um parente do secretário.
Há uma grande polêmica sobre implantar comércio em certas áreas residenciais. Como vê o caso?
Morei em São Francisco, conheço Houston, estive muito em Londres. É preciso conhecer o espírito da cidade. Todas os grandes centros têm lugares vibrantes e lugares tranquilos. Pimlico, em Londres, ao lado de Chelsea, é um bairro tranquilo. Isso porque seus moradores foram à luta, pressionaram o poder público. Chelsea, perto dali, tem uma área agitada e muita tranquilidade em volta. E o que quer o nosso prefeito? Quer vender a ideia de que é bacana ser trepidante, buliçoso. E quer impor isso à cidade inteira. Acho instigante no mau sentido. Instiga o cidadão a se revoltar.
A crítica que eles fazem é que, nesses lugares, os ricos e a classe média alta querem preservar suas “ilhas” de conforto.
Sou presidente da associação dos amigos do Jardim Paulista. Tem havido, sim, resistência à implantação dessas zonas de comércio, por exemplo, nos Jardins. Que representam, veja só, 4% da área da cidade. Vamos deixar claro: o direito de morar tranquilo é sagrado e deve ser de todos. O que o prefeito deveria fazer é estendê-lo também à periferia, às populações que moram longe do trabalho e precisam, sim, de sossego, não de movimento carros à volta o tempo todo. Isso não é palpite, é uma experiência real. Foi feita em Perus, um distrito com 10 ou 12 vilas. Criamos dez unidades ambientais de moradia e pusemos em votação. Tivemos 90% a 95% de votos favoráveis ao modelo. Que incluía padaria ou farmácia, por exemplo, mas sem shopping ou fábrica. Fizemos inspirados no que se fez em Berkeley, nos EUA, onde eu estudava e testemunhei. Resumindo: morar tranquilo é desejo também da periferia. O que se está fazendo é levar o desassossego a todo mundo.
De modo geral, as soluções urbanas exigem dinheiro, e a cidade tem hoje orçamento contado e uma dívida enorme com a União.
Acredito que a boa providência, para melhorar o trânsito e arrumar dinheiro, seria o pedágio urbano. Sei que não é uma solução simpática, mas até cidades mais planejadas, como Londres, Milão e Estocolmo, tiveram de adotá-la para controlar o uso do carro. Seria a melhor saída, enquanto não temos uma malha de metrô mais completa. Uma grande zona central fechada a carros, com sistema de microônibus ligando os pontos essenciais. E cobrando pedágio de quem quisesse entrar com seu carro.                                  

Palestra: "Saint Hilaire e a vila de São Paulo: A Flora vista por um viajante naturalista em 1819 e 1822"

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Palestra: Adensamento construtivo em áreas sensíveis – Subsídios para o novo zoneamento




Ilustração com perfil de uma cidade só de prédios

Como contribuição para o debate público sobre o PL 272/2015, que propõe o novo zoneamento da cidade, o Cetrasa e a Ciranda realizarão um encontro que discutirá o impacto do adensamento construtivo sobre o subsolo de áreas sensíveis.

O evento será aberto pelo vereador Dr. Paulo Frange, relator do PL 272-2015. Na sequência, dois especialistas levantarão questões de interesse geral e de incontestável relevância para análise do PL, como subsídios para o substitutivo a ser elaborado.

  • Profa. Debora Silva Queiroz, geógrafa e professora na Geografia da USP, especialista em geomorfologia;
  • Dr. Agostinho Tadashi Ogura, geólogo e pesquisador do IPT, especialista em áreas de risco.

Esta será uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre questões técnicas que preocupam moradores e empreendedores, e que afetam não só vários bairros de Santo Amaro, mas também muitas outras regiões de nossa cidade.

Em vista da importância do tema, já está confirmada a presença de vários vereadores e de autoridades locais, e contamos com a participação de toda a comunidade.


Realização:
Data: terça-feira, 29 de setembro 
Horário: das 19h00 às 22h00.
Local: Cetrasa – Centro de Tradições de Santo Amaro
Av. Alceu Maynard de Araújo, 32 – Santo Amaro

Ilustração: freepik.com


Ver. Paulo Frange - Nova Lei de Zoneamento

Relator da nova Lei de Zoneamento afirma necessidade de impedir remembramento de lotes
residenciais em áreas de Zona Corredor.
Declarações foram dadas em vídeos de novo mapa interativo, lançado pela Câmara Municipal 
de São Paulo para facilitar compreensão e visualização das modificações propostas pelo PL 272/201





O relator na Comissão de Política Urbana (CPU), vereador Paulo Frange (PTB/SP), afirmou que não se deve permitir que terrenos destinados a Zonas Residenciais sejam agrupados e remembrados às áreas da Zona Corredor em que as atividades comercias são permitidas, em novo mapa interativo que visa esclarecer as alterações propostas no Projeto de Lei (PL) 272/2015, lançado na 2ª feira (21/09) pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP).


A ferramenta disponibilizada pela Câmara separa as siglas do zoneamento e suas áreas correspondentes no mapa da cidade segundo três grupos, chamados de (a) Qualificação, em que se inserem as Zonas Corredores (ZCor), (b) Preservação, no qual se encontram as Zonas Residenciais (ZER) e (c) Transformação. Para cada sigla, há um vídeo do ver. Paulo Frange com explicações e comentários sobre os projetos.

Zona Corredor e Zona Residencial
Na seção sobre as ZCor, Frange ressaltou que as áreas residenciais são “santuários” e precisam ser preservadas. Assim, sua delimitação responderia apenas ao entorno destas áreas, em que historicamente se buscou atividades comerciais compatíveis com o uso residencial.

Especificamente sobre a região dos Jardins, o relator do PL na CPU afirmou que nas ZCor2 “os lotes não podem ser agrupados com os lotes residenciais. Nós não podemos permitir que se agrupe, que se remembre lotes residenciais”.

Ressaltando conhecer que as áreas são alvo de um debate intenso, Frange afirmou que seriam ouvidos o máximo possível de envolvidos, para que a Comissão retire dos debates um aprendizado, o qual seria finalmente transformado em lei.

Nas Zonas Residenciais, a taxa de ocupação de 50% visa garantir a permeabilidade do solo, segundo Frange, que também assegurou não haver perigo às convenções de condomínios previamente realizadas.

CONVITE: REINAUGURAÇÃO DO TEATRO MUNICIPAL PAULO EIRÓ - Dia 28/09, às 19h

O Secretário Municipal de Cultura Sr. Nabil Bonduki tem o prazer de convidá-lo(a) a participar da reinauguração do Teatro Municipal de Santo Amaro Paulo Eiró, a realizar-se na próxima segunda-feira, dia 28 de setembro de 2015, a partir das 19h.

Contamos com sua presença!

Eduardo Sena
Diretor Geral | Departamento de Expansão Cultural
Secretaria Municipal de Cultura |  PMSPTel: + 55 11 3397- 0131

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

SABABV - Qual o sentido das audiências públicas?

Prezados vizinhos,

outro interessante artigo do jornal Estado de São Paulo que define bem nosso sentimento   quanto ao novo plano diretor e suas audiências públicas.
Ainda assim, seria muito importante que todos os moradores participassem.. As mudanças ocorrerão e certamente essas mudanças refletirão em seu bairro.

Com os nervos à flor da pele


ROBERTO DUAILIBI
23 Setembro 2015 | 02h 55
Os brasileiros são pessoas especiais, cordatas, da paz. Do contrário, seria impossível imaginar o caos em que estaríamos se a cada desmando, a cada imposição governamental que recebêssemos houvesse uma reação imediata, um protesto, uma manifestação. Noutros lugares do planeta já vi cidades se rebelarem por causa da elevação do preço do pão. Aqui, não, cada um emite a portaria que bem entende, legisla com o autoritarismo próprio aos ditadores, como se o mandato lhe concedesse o poder divino sobre tudo e todos. Ninguém pergunta nada a ninguém, não se fazem consultas populares, não se abre o diálogo à população, de verdade.
Quando fazem consultas populares, não levam em conta os verdadeiros anseios da população, usam as estatísticas da forma mais conveniente para justificar atos, e por aí vai. Vimos quanta mentira se disse na última campanha eleitoral e quanto ódio essas mentiras estão causando. O certo é que, para mim, nenhum governo tem o direito de promover o estado de nervos em que estão as pessoas.
É impressionante, por tudo isso, a capacidade de produzir más notícias. A cada dia uma avalanche de ameaças de novos impostos, de descobertas de novos episódios de corrupção, de novos limites a que temos de nos submeter, de mudanças em nossa vida. Vejam o caso de São Paulo. Não bastassem os sustos diários com a sanha arrecadadora que vem de Brasília, somos todos os dias apanhados de surpresa por medidas como novos limites de velocidade, fechamento de avenidas, faixas de ônibus em locais sem a menor precisão, ciclovias igualmente mal postas e até inseguras.
Não sou contra ciclovias ou faixas de ônibus. Nem eu nem nenhum cidadão de bem e racionalmente moderado pode estar contra isso. São alterações viárias necessárias e básicas a qualquer metrópole, mudanças importantes e de que São Paulo precisa, sem dúvida. O que condeno são os excessos, a falta de planejamento, a medida no afogadilho, o gasto exagerado e feito como se os cofres não tivessem limites. Tudo isso, invariavelmente, afeta a vida de todos nós.
Mas vejo, de novo, como são cordatos os brasileiros. Diante dos novos limites de velocidade, do estreitamento das pistas, das restrições de tráfego, os paulistanos seguem ordeiramente e ainda com o máximo de cuidado para não cair na máquina de multas que a quase todos contempla a nossa Prefeitura.
Ando muito por muitos lugares, converso com as pessoas. Percebi, por exemplo, que nos últimos tempos se instalou um pessimismo geral, um quadro de desolação. As pessoas deixaram de reclamar só de Dilma para simplesmente reclamarem da vida, lamentar as coisas. É muito triste ver um povo tão criativo, trabalhador e ordeiro submetido a isso.
Noutro dia fui a uma audiência dessas que a Prefeitura de São Paulo está fazendo para discutir o Plano Diretor. Uma ação para justificar, depois, medidas amargas, para usar expressão da moda. Fiquei muito triste com tudo o que vi. Primeiro, vi pessoas que acreditam na eficácia desse mecanismo, pessoas desesperadas diante do quadro que se avizinha, de transformações em sua vida sem que nada possam fazer efetivamente. As secretarias, instâncias de governo e os partidos de apoio às medidas levam a esses encontros grupos organizados, claques, todos com camisetas com palavras de ordem, como se houvesse uma guerra declarada a quem tem alguma posse, como se o novo plano fosse representar o fim de benesses para quem a vida toda lutou para viver dignamente. É, portanto, uma luta desigual e que pelo formato, além de não ser democrática, se torna um palco de agressividade.
Do outro lado vi pessoas de todos os matizes, senhoras, idosos, trabalhadores, desempregados, pais de família, gente simples querendo só que não se mude a situação, que se mantenha da forma como está a região onde mora há tantos anos. Será que os administradores e supostos planejadores já se perguntaram se essas atitudes de mudança são de fato necessárias? Numa cidade com tantos contrastes, tanto por fazer, com áreas degradadas e abandonadas à procura de alguém que as transforme em moradia popular ou num parque, surgem ideias que preveem, por exemplo, a desapropriação de quem já está há anos ou décadas instalado.
Em países civilizados a convivência do antigo e do moderno forma cartões-postais; em São Paulo os governantes preferem afrontar os cidadãos, em vez de buscar o que parece ser o mais razoável: corrigir as regiões degradadas, limpar as paredes da cidade, resolver a buraqueira do asfalto, devolver a felicidade à população.
Há locais que estão à mercê da sorte, sofrem com alagamentos constantes; outras, como a Celso Garcia, a Avenida Santo Amaro, foram abandonadas. Por que não gastar tempo, energia e recursos para recuperar esses locais, buscar soluções para a chamada cracolândia, transformar áreas do centro velho? Por que insistir em incomodar as pessoas, mexer com o que está estabelecido? Se alguém mora num lugar, é porque o escolheu. Pode ser por conveniência ou por opção de vida, mas em torno daquele espaço essas pessoas fazem suas compras, tomam suas conduções. É ao redor dali que têm seus amigos, parentes e vizinhos, construíram relacionamentos pessoais, comerciais, de trabalho, etc. Por que não levam tudo isso em conta?
Chegamos, infelizmente, a um ponto em que tudo parece ruim. As pessoas estão num pessimismo que vi poucas vezes na vida. Quem tem dinheiro não compra nada, não investe (ou compra dólar); quem não tem entra em desespero. Os empregos estão minguando e as condições gerais, piorando. Somos uma nação cujo sentimento passou a ser de medo, de preocupação em relação ao futuro. Pior: nossos governantes seguem na mesma toada, agindo sem o menor senso de racionalidade, desmontando o que está feito e ignorando o que há anos precisa de reparo. Será que algum dia viveremos em condições equânimes, justas, com a dignidade e o respeito à tranquilidade do cidadão balizando as decisões de nossos governantes?
* ROBERTO DUAILIBI É PUBLICITÁRIO
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  Para conhecermos melhor as propostas sugeridas na nova lei de zoneamento, sugerimos enfaticamente que todos entrem no site da Câmara Municipal  ( http://www.camara.sp.gov.br/zoneamento/)
e ou da Prefeitura do Município de São Paulo, (http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/2015-06-01-LPUOS-PL272.pdf).

  Leiam o Projeto de Lei com atenção e isenção de ânimos, e tirem suas próprias conclusões e dêem suas opiniões no site da câmara.

 

SABABV- Associação dos Amigos do Bairro do Alto da Boa Vista e a

SAJAPE- Sociedade Amigos dos Jardins Petrópolis e dos Estados

CIRANDA de Mãos Dadas por Santo Amaro


 

03/10 - AUDIÊNCIA PÚBLICA PL 272 - LEI DE ZONEAMENTO


03/10 - SANTO AMARO
AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PROJETO DE LEI Nº 272/2015, QUE TRATA DA DISCIPLINA DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO 
LOCAL:  SENAC SANTO AMARO - AV. ENG. EUSÉBIO STEVAUX, 823
SANTO AMARO
9h30 às 12h30

Convite - 1ª Feira de Economia Solidária e Saúde no Pq. Severo Gomes


PALESTRA:" JARDINS INGLESES, A ETERNA RENOVAÇÃO"

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/escola_de_jardinagem/noticias/index.php?p=203677

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Lei de zoneamento - Audiencia Publica dia 03/10




03/10 - SANTO AMARO
AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PROJETO DE LEI Nº 272/2015, QUE TRATA DA DISCIPLINA DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (endereço aguardando confirmação)
Santo Amaro
9h30 às 12h30


Minicurso: Cultivo e Processamento da Planta Zedoária - Curcuma Zedoaria

https://docs.google.com/forms/d/1q_VgmqHOU6_ufZ-gGTpKOyv2g375X09RcmbXs5sWPS4/viewform?c=0&w=1

ATA DA 12° REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO GESTOR DO PARQUE MUNICIPAL DO CORDEIRO - MARTIN LUTHER KING




PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE
CONSELHO GESTOR DO PARQUE MUNICIPAL DO CORDEIRO -
MARTIN LUTHER KING


ATA DA 12° REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO GESTOR DO PARQUE MUNICIPAL DO CORDEIRO - MARTIN LUTHER KING
Biênio 2014/2016

Local: Parque do Cordeiro – Setor Leste
Data: 01/09/15
Horário: 17:00 às 19:00 horas

I. PAUTA:
Ø  Leitura e aprovação da Ata da 11º Reunião Ordinária, realizada em 04/08/15. Aprovado pelos conselheiros a dispensa da leitura, pois com o envio por e-mail todos têm acesso ao seu conteúdo para sugestões e correções.

Informes gerais:

- PROGRAMAÇÃO MENSAL: A administradora do Parque informou aos participantes de que a festa em comemoração aos 8 anos do Cordeiro acontecerá no dia 20/09, domingo. Há algumas atividades confirmadas: tai chi, homenagem ao sr. Yoshimoto, JAM do Cordeiro. A adm entrou em contato com representantes da subprefeitura a fim de fazerem em conjunto algumas atividades, inclusive com o fechamento da rua da praça Martin Luther King para uma feira gastronômica (food trucks), de artesanato e intervenções culturais (contação de histórias). Informou também que solicitou junto à subprefeitura de Santo Amaro testes de glicemia, medição de pressão arterial, exame de vista. Assim que tiver essa confirmação da subprefeitura (sra. Andréa e Sr. Marcos) avisará aos conselheiros, inclusive com a possibilidade do conselheiro David participar com a sua food truck.


- ROTATÓRIA: O ouvinte Paulo informou que quando a CET, GCM ou PM estão na rua Breves, as pessoas fazem o traçado da rotatória. Solicitou uma presença maior desses representantes. A conselheira Magna (SAJAPE) informou que a CET pretende retirar a rotatória, instalar outra lombofaixa na rua e afunilar a R. Breves x Av. Prof. Rubens Gomes de Souza a fim de evitar que os veículos continuem descendo pela contramão


II. REUNIÃO DO CONSELHO GESTOR:

- ALPAPATO: O Sr. Rudi Fischer idealizador e doador do ALPAPATO para o Parque do Cordeiro participou da reunião. Informou aos presentes sobre a situação de alguns brinquedos e de que só considera o parque entregue quando todos os brinquedos estiverem funcionando adequadamente, já que o Cordeiro é um parque ACESSÍVEL, no qual o dia a dia está indicando as alterações que necessitam serem feitas.
   - Banco gafanhoto: o “punch” será colocado quando as crianças do Col. Paulicéia vierem ao Parque, visto que 2 “punchs” foram danificados devido ao mau uso dos frequentadores. Informou também, sobre a possibilidade de deixar um “punch” na adm para que outras crianças com alguma deficiência possam usar, além das crianças do Col. Paulicéia.
   - Balança: balança infantil não suporta o dia a dia do parque. Uma balança mais resistente está sendo importada para substituir a atual.
   - Bancos girassóis: alterações realizadas: local dos bancos e instalação de piso emborrachado;
   - Mureta trem: a mureta apresenta-se “bamba” em um trecho. A equipe da ALPAPATO já fez um novo projeto a fim de resolver essa questão: a mureta será presa ao trepa trepa. Será instalado piso emborrachado embaixo do trepa trepa.
O Sr. Rudi informou também de que o que for considerado “problema no desenho” será resolvido pela ALPAPATO.
Solicitou aos participantes de que ajudassem a encontrar uma empresa / escola / pessoa física interessada em realizar a manutenção do ALPAPATO.
Acredita que serão gastos R$ 5.000,00 por ano para realizar essa manutenção.
O conselheiro Robinson solicitou ao Sr. Rudi por escrito as informações sobre o ALPAPATO para que possa tentar junto ao colégio Rudof Steiner - aonde trabalha – o patrocínio para essa manutenção.
O ouvinte Paulo e a conselheira Magna lembraram também que a Cristalina solicitou também esses dados, a fim de avaliar se tem interesse ou não em fazer tal manutenção.
O Conselheiro David lembrou que no ano passado o CG concordou em trabalhar para achar uma empresa para cuidar da manutenção dos brinquedos.
Sugeriu ainda, que a Conselheira Olívia entrasse em contato diretamente com o Rudi para que eles juntos possam analisar a possibilidade da Cristalina assumir a manutenção.
Solicitou que a SVMA forneça uma cópia do documento (termo) a ser assinado pela empresa de manutenção para que o CG analise as responsabilidades envolvidas e procure uma empresa interessada na manutenção.



- REDES NA QUADRA: O frequentador Edson havia encaminhado um e-mail aos Conselheiros e à administradora sobre as redes nos aros da tabela de basquete e das traves de futebol. A administradora havia explicado o por quê de não colocá-los na quadra; porém, a questão da rede pra cobrir a quadra não havia sido comentada na última reunião. A administradora informou aos participantes que já havia solicitado há alguns anos essa instalação. O ouvinte Paulo solicitou o número do TID ou algum documento para que possam cobrar do órgão responsável a instalação da rede para que seja evitado que a bola caia na avenida – causando algum acidente - e os canteiros pisoteados.
O conselheiro David acha que há outras prioridades mais urgentes no Parque. Questionou a administradora que concordou com ele.





A próxima reunião será realizada em 06/10/15 às 17:00 horas no Setor Leste do Parque, administração.

Estiveram presentes os conselheiros que assinaram a Lista de Presença, constante como Anexo 1 desta Ata.

São Paulo, 01/09/2015.



Coordenadora                                                   
Patricia Niza Maximiuc                                                  

Oficina Vamos Fazer um Terrário

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/escola_de_jardinagem/noticias/?p=202497

Oficina: Vamos Plantar Batata em Casa?

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/escola_de_jardinagem/noticias/?p=202504

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Festa de aniversário no Parque do Cordeiro


Boa tarde, pessoal!!!

É com enorme alegria que convido a todos para virem ao Parque do Cordeiro-Martin Luther King no dia 20/09, domingo, comemorar o aniversário de 8 anos do Parque!

Teremos diversas atividades durante o dia, a partir das 09:30h: Tai Chi, JAM DO CORDEIRO, Orquestra Rudolf Steiner, Dança Circular, Oficina de Plantio, Brincadeiras, Contação de Histórias.

E tem mais: Food Trucks, feira de artesanato e van da saúde!

Venham!

Participem!

Divulguem!

Tragam amigos e a família!

20/09, DOMINGO, A PARTIR DAS 09:30H!


Adm. do Parque do Cordeiro-Martin Luther King
R. Breves, 968 - Chác. Monte Alegre
Tel.: 11 5524.5738 

Parque Alto da boa Vista



Finalmente, após anos de muita luta o Parque  Alto da Boa Vista vai deixar de ser um sonho e virar realidade.
Repassamos abaixo informações recebidas  nos últimos dias do DEPAVE/SVMA  sobre a implantação do parque:

Referente ao Parque Alto da Boa Vista algumas medidas já foram tomadas:

·         Nomeação de uma Administradora para o  parque: Srta. Patricia Niza Maximiuc
·         Cuidados de manejo – corte de grama e limpeza da área interna;
·         Troca do cadeado do portão;

 Providências pendentes (curto – médio prazo):

 ·         Reparo no gradil (fechamento de buracos no gradil);
·         Retirada dos catadores e limpeza da área;
·         Instalação de sede Administrativa – tipo módulo habitável;

Com a instalação da sede Administrativa, os contratos de manejo e vigilância serão iniciados e o parque será aberto.

PL272 - Lei de Zoneamento - Audiências Públicas



Reserve dia e horário e faça sua parte. Participe da Audiência Pública de 3/10. Dê sua opinião. Contribua para o melhoramento de seu bairro e de sua cidade.

 
 03/10 - SANTO AMARO
AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PROJETO DE LEI Nº 272/2015, QUE TRATA DA DISCIPLINA DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (endereço aguardando confirmação)
Santo Amaro
9h30 às 12h30

Prefeitura disponibiliza cartilha da Função Social da Propriedade



Prefeitura disponibiliza cartilha da Função Social da Propriedade
 A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU) deu mais uma amostra de transparência ao conceder, em formato aberto, a cartilha da Função Social da Propriedade – projeto previsto no novo Plano Diretor Estratégico (Lei 16.050/2014).

A partir de ilustrações e informações dispostas de uma maneira simples, é possível compreender a ação da Prefeitura de notificar os proprietários de imóveis não edificados, subutilizados ou não utilizados da cidade. Tal ociosidade de terrenos ou edificações, causa efeitos prejudiciais ao seu entorno – como a degradação e o abandono – e à toda cidade, inviabilizando a efetiva utilização de imóveis localizados em regiões estratégicas.

Clique aqui e saiba mais: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/noticias/prefeitura-disponibiliza-cartilha-da-funcao-social-da-propriedade/

Nova Lei de Zoneamento em estudo na Câmara

Máteria extraida do site da prefeitura referente ao PL272 - Lei de Zoneamento :

A revisão da política urbana do município está sendo conduzida a partir da consciência de que nossa crise ambiental urbana se intensifica e que a cidade demanda um outro modelo, devidamente amparado por um pacto social que lhe confira sustentação política.
Entre todas as inovações da nova proposta de zoneamento, a maior delas é a identificação do território como um todo, levando em conta tanto os efeitos e consequências nos territórios locais bem como os impactos mais amplos. Desse modo a proposta vai além da “colcha de retalhos” e enfrenta as desigualdades e particularidades territoriais como parte de um conjunto necessário para o desenvolvimento estratégico da cidade.
Agrupamentos de zonas em 3 categorias: transformação, qualificação e preservação
As zonas foram organizadas em 3 diferentes agrupamentos: territórios de transformação, qualificação e preservação.
Territórios de transformação: objetiva a promoção do adensamento construtivo e populacional das atividades econômicas e dos serviços públicos, a diversificação de atividades e a qualificação paisagística dos espaços públicos de forma a adequar o uso do solo à oferta de transporte público coletivo. (Formado pelas zonas: ZEU | ZEUP | ZEM | ZEMP).
Territórios de qualificação: buscam a manutenção de usos não residenciais existentes, o fomento às atividades produtivas, a diversificação de usos ou o adensamento populacional moderado, a depender das diferentes localidades que constituem esses territórios. (Formado pelas zonas: ZOE | ZPI | ZDE | ZEIS | ZM | ZCOR | ZC).
Territórios de preservação: áreas em que se objetiva a preservação de bairros consolidados de baixa e média densidades, de conjuntos urbanos específicos e territórios destinados à promoção de atividades econômicas sustentáveis conjugada com a preservação ambiental, além da preservação cultural. (Formado pelas Zonas: ZEPEC | ZEP | ZEPAM | ZPDS | ZER | ZPR)
 Para consultar os mapas e quadros do Projeto de Lei da Revisão do Zoneamento (PL 272/2015), clique http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/arquivos-do-pl/   e para maiores informações clique:
http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/27.SANTO-AMARO.pdf

Não deixe de ler a matéria "Mudanças na Lei de Zoneamento: consequências para o Alto da Boa Vista" publicada neste blog em 18 de junho/2015.